2017, o ano da Computação sem Servidor.

BR&M Tecnologia, OUTSOURCING de Infraestrutura e Suporte em projetos de ERPAfinal, Serverless é de fato algo fundamentalmente diferente, ou apenas uma tendência para fãs da nuvem?

Recentemente, um tema passou a dominar as rodas de conversas: Serverless Computing (Computação sem servidor). O que faz deste um momento oportuno para refletir um pouco sobre algo que muitos técnicos já consideram tão grande quanto o advento da virtualização.

Sem servidor, para aqueles desacostumados com o termo, também é conhecido como infraestrutura orientada a eventos. Essencialmente, ela difere fundamentalmente de abordagens anteriores em relação à infraestrutura (servidores físicos e virtuais e containers). Em vez de pensar na infraestrutura como uma série de unidades cada vez mais compactas de computação, o novo modelo pensa em entradas e ações.

Em arquiteturas sem servidor, em vez de articular um “Eu quero alcançar um resultado daí eu preciso criar uma unidade de computação”, parte-se do paradigma de que “esta entrada ocorre e, portanto, esta ação será executada. Significa dizer que p modelo Serverless é totalmente focado na saída em vez de nos meios para a saída.

É por esta razão que muitas pessoas têm sugerido, talvez com certo exagero, que Serverless muda completamente o jogo.

Refleti muito sobre isso ao falar com uma empresa de capital de risco que buscava conselhos sobre um potencial investimento no mercado de computação sem servidor. A referida empresa de VC estava preocupada com o fato do movimento em direção ao modelo sem servidor ser ainda muito precoce, inviabilizando maior clareza quanto à rapidez com que o modelo poderia vir a ser adotado pelas empresas. E, uma vez que as empresas de capital de risco são todas sobre mercados endereçáveis e demandas do mercado, esse cenário vinha sendo um obstáculo para um potencial investimento.

Compreendi a reticência dos investidores, mas mesmo considerando a falta de evidências empíricas, me pareceu que a aposta no modelo sem servidor é válida.

Coincidentemente, quase ao mesmo tempo em que eu estava tendo essas conversas, recebi um e-mail de Sirish Raghuram, CEO da Platform 9, uma empresa que oferece serviços em torno de projetos de código aberto como OpenStack e Kubernetes. Raghuram queria me dar sua opinião sobre as tendências deste ano. Em particular, ele vê 2017 como o ano no qual o modelo Serverless começará a ganhar impulso.

 “Veremos tecnologias sem servidor ganharem tração em 2017. A adoção será liderada pelas mesmas comunidades de DevOps voltadas para o futuro que têm defendido tecnologias de containers, como fez a comunidade Kubernetes em 2016”, afirma Raghuram.

É claro que a afirmação é típica deste período do ano. Na última década, em janeiro, nos acostumamos a ouvir que o ano recém iniciado seria definitivo para a consolidação e uma nova abordagem (Cloud, SDN, Docker, Kubernetes, etc).

A diferença com Serveless, na minha opinião, é que não se trata simplesmente de uma nova maneira de empacotar algo já existente. Estamos diante de uma maneira fundamentalmente nova de olhar para os problemas em torno da criação e manutenção de aplicações. Raghuram sugeriu que a maré crescente de bots será o vetor de aceleração do modelo serverless. Uma espécia de gatilho para sua adoção. Assistiremos a uma profusão de bots que se integram com vários sistemas usando webhooks. Uma abordagem sem servidor torna isso incrivelmente natural e fácil de ser feito.

Serveless também beneficia a aposta na construção de containers, por meio de gerenciamento mais fácil e mais rápido, liberando os técnicos de terem que entender profundamente esse ou aquele sistema de orquestração.

Tudo isso me leva a crer que a adoção do modelo Serverless será rápida. Isso também me leva a questionar o prognóstico de 2017 para um número de empresas e iniciativas, em particular Docker, que, indiscutivelmente, não conseguiram alavancar a atenção inicial que trouxeram para os containers e estão, agora, em risco de serem inundadas por tendências duplas – soluções de gerenciamento de containers de código aberto como Kubernetes e uma atitude do tipo “esqueça os servidores”, pregada pelos fornecedores de soluções sem servidor.

Há um monte de tendências emergentes acontecendo simultaneamente na área de infraestrutura – containerization, OpenStack, demanda por agilidade e similares – e acredito que todas vão aumentar a taxa de adoção para abordagens sem servidor.

Fonte: Digital Network

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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