Cloud é um caminho sem volta, ajuste os seus processos.

20160316-DivulgaçãoPara CIOs brasileiros, na medida em que as primeiras experiências de computação em nuvem migram para o uso ampliado, novas práticas devem ser criadas

A previsão de Nicholas Carr começa a virar realidade. A cloud computing avança e transforma a tecnologia em uma utility, permitindo a compra de recursos computacionais em um modelo muito similar ao consumo de energia elétrica. O caminho em direção à nuvem parece uma viagem inevitável, mas na medida em que as primeiras experimentações migram para o uso amplificado na corporação, fica evidente que alguns processos precisarão passar por ajustes para o conceito decolar com mais força.

Para os CIOs brasileiros, cloud computing também já é parte da revisitação pragmática das atividades da TI, necessária para abrir caminho – e tempo – para a inovação estratégica. 73% deles, segundo a pesquisa IT Leaders 2014, estarão, nos próximos 12 meses, ampliando ou ativando modelo de aquisição e implementação de TI em nuvem nas suas empresas. Mas ainda há trechos da estrada a serem pavimentados.

“Os modelos ainda não estão totalmente prontos”, diz Alexandre Dias, gestor de TI do Hospital Santa Paula. Nesse contexto entram questões relativas à infraestrutura, precificação, amarração de contratos e alinhamento junto a fornecedores. “Vejo esse novo caminho sendo construído a partir do momento que a demanda vem”, adiciona Fabio Mazelli, CIO da Penske para América do Sul.

Os executivos participaram, na semana passada, de uma conversa na redação da COMPUTERWORLD para debater modelos de compra de Cloud Computing e os desafios para gerenciar e orquestrar o número de fornecedores que inevitavelmente se alinham quando a nuvem entra na ordem do dia corporativa. Também participaram da conversa  Paulo Sgarbi, superintendente de sistemas da HDI Seguros; Jayro Caner de Souza, gerente de tecnologia da Coelho da Fonseca; Osvaldo Rodrigues, CIO da Tecnisa; e Fernando Donizeti, da Tibério.

Restrições de mercado Em alguns casos, não basta o CIO estar convencido que o caminho é para a nuvem. Há toda uma questão de cultura e regras que acometem algumas verticais e travam o conceito. A HDI Seguros vive esse contexto. A empresa não utiliza cloud especialmente por conta das regras que regulamentam o setor onde atua. “Ainda não temos nada em nuvem”, revela Paulo Sgarbi, superintendente de sistemas da companhia.

O executivo estuda provas de conceito, sendo que o primeiro projeto pode vir a partir da adoção de ferramentas de correio eletrônico na nuvem. Ele vê, ainda, a oportunidade de cloud viabilizar o  trabalho com grandes volumes de informações. Nesse sentido, tecnologias como big data são quase que inviáveis de serem operacionalizados apenas com recursos locais.

Cultura corporativa Um fator adicional a se considerar quando o tema é cloud – pelo menos na percepção de alguns líderes de TI interessados no conceito – é o fato de que executivos no comando de algumas empresas não estão ainda totalmente convencidos dos benefícios trazidos pela nuvem.

Esse cenário tende se transformar na medida em que casos relevantes de uso se massificam e as novas gerações assumem o alto comando das operações. “Com a chegada de líderes mais jovens no comando das operações de empresas mais tradicionais, a transformação será de uma hora para outra”, acredita Jayro Caner de Souza, gerente de tecnologia da Coelho da Fonseca, acrescentando que “precisamos considerar que o mundo se adapta ao que existe”.

O caminho é a nuvem Foi mais ou menos essa necessidade de adaptação que impulsionou a Tecnisa a adotar ferramentas em nuvem. “Tínhamos um provedor que dava muito problema e fizemos disso uma oportunidade, nos preparando para ir para outro patamar”, lembra Osvaldo Rodrigues, CIO da construtora.

Há dois anos a empresa migrou seu correio eletrônico para a nuvem e, em pesquisa recente, a ferramenta foi “o produto melhor avaliado internamente”, revela Rodrigues. Na mesma época, o executivo definiu um plano diretor no qual a premissa para futuros investimentos em tecnologia é ter a cloud computing seria como primeira opção.

Atualmente a empresa também já utiliza um sistema de gestão de carteira de clientes (CRM) rodando em nuvem e sustenta planos de levar o data center que mantém na Avenida Faria Lima, em São Paulo, também para a cloud.

O processo encontra-se em avaliação, com definição prevista para o primeiro semestre de 2015. “Mas ainda tem algumas perguntas que precisam ser respondidas”, diz Rodrigues, citando temas relativos a precificação no modelo que ainda são um tanto nebulosos.

Desafios pós-nuvem Uma pesquisa divulgada pela CompTIA, associação da indústria da tecnologia da informação, revela que mais de 90% das empresas dos Estados Unidos usam algum recurso em nuvem. O estudo, no entanto, revelou que o caminho de adoção do conceito não é fácil.

De acordo com o levantamento, 24% das empresas que adotaram cloud computing acabaram voltando para os sistemas locais após um período. E mesmo os usuários que evoluíram da fase de “experimentação” para adotar aplicativos mais avançados, também enfrentam desafios posteriores.

A pesquisa indica que os desafios maiores aparecem depois dos primeiros estágios da adoção e se amplificam radicalmente na medida em que as companhias se aprofundam nas etapas do projeto.

Complexidade só aumenta Enquanto 28% das empresas disseram que a transição da fase experimental para um primeiro estágio de uso exigiu esforço significativo, 63% das companhias que completaram a transformação total da TI garantem que a transição final é a que apresenta o esforço mais significativo.

É fundamental considerar também que ainda estamos no início da evolução do mercado de cloud computing. A tendência aponta para uma evolução gradativa do conceito dentro das organizações. Inclusive, com diferentes unidades de negócios dentro de uma mesma empresa migrando para o modelo a velocidades distintas.

De acordo com um relatório de 2013 da Forrester, 58% das empresas utilizam mais de um fornecedor. A realidade é que as companhias acreditam que precisarão adotar plataformas multi-nuvem formando uma teia complexa de provedores. Pelo visto, novos desafios se desenham no horizonte dos CIOs e só o tempo ajudará a responder as questões que surgirem durante a jornada.

Fonte: Digital Network!

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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