Inovar ou criar? Qual é a saída para o CIO?

Think outside the box ILíderes de TI não têm mais a opção de escolher entre uma ou outra possibilidade e sim incorporá-las o mais breve possível em seus projetos

Há alguns anos, em um artigo diferenciado para o pensamento e a cultura vigente na época com relação às áreas de Tecnologia da Informação das grandes e médias companhias ao redor do planeta, a CIO Magazine propôs um ciclo de evolução para os CIOs até então muito restritos às atividades técnicas e operacionais e com pouca ou praticamente nenhuma contribuição à estratégia das empresas onde atuavam.

Fazendo um jogo de palavras com a letra “I”, a publicação previa que o tradicional Chief Infrastructure Officer para sobreviver e se destacar dentro das empresas teria que precisaria evoluir, de preferência em um pequeno espaço de tempo, para um chefe que desenvolvesse atividades mais “Inteligentes”, mais “Integradas” com as necessidades do negócio e, finalmente que buscasse soluções e finalmente “Inovadoras”.

Ou seja, a evolução natural e necessária vislumbrada naquele momento apontava para um CIO que deveria modificar-se e promover também a modificação na área de TI para que a mesma incorporasse ao seu papel meramente Funcional, novos procedimentos e processos alinhados à Estratégia (criando e facilitando estratégias para gerar vantagem competitiva) e sobretudo um viés Transformacional, que permita estabelecer parcerias com o negócio, criando mudanças e buscando a otimização em todos os setores da organização. O espaço de tempo se mostrou ainda menor que aquele previsto pela publicação e nos vemos frente à frente com uma realidade onde essa transformação não é apenas necessária, mas fundamental.

Pensando “fora da caixa”?

Desde sempre, os profissionais de Tecnologia da Informação são instigados a “pensar fora da caixa”, afinal de contas estamos teoricamente falando das pessoas mais próximas de cada nova evolução tecnológica ou de telecomunicação apresentadas a cada instante pelos provedores do mercado. Porém quando olhamos para o cenário atual, chegamos à conclusão que a situação é um pouco mais complexa. Vivemos num mundo onde a mobilidade é uma realidade, uma necessidade e até mesmo uma imposição de todo e qualquer consumidor que deseja obter as informações em todo lugar, a todo momento e através dos mais variados dispositivos.

Esse mundo novo, cada vez mais digital onde além da mobilidade tratamos computação em nuvem, redes sociais, Big Data e Internet das Coisas como itens de nossas necessidades primárias, nos leva a uma reflexão sobre a tal “caixa” que de alguma forma era a referência mesmo quando nos orientavam a pensar além dos limites conhecidos. Os limites tradicionais estão sumindo, nossas referências habituais estão cada vez mais distantes e já é possível afirmar que para atender muitas das novas necessidades e demandas que surgem a todo momento, o gestor de TI terá que ser inovador e principalmente mais criativo uma vez que “não temos mais a caixa para nos orientar”.

A inovação no dia a dia dos CIOs

Esses desafios não escolhem empresas quer seja pelo seu porte, ramo de atividade e até mesmo a área geográfica de sua atuação. A concorrência digital se estabelece a passos largos e vem fazendo com que gestores e executivos de TI que já incorporaram o alinhamento à estratégia do negócio como prioridade, a também se preocupar com aspectos até então inéditos em suas agendas como Inovação e Criatividade.

O CIO precisa tratar a Inovação em seu sentido mais elementar e que nem sempre é bem, compreendido. Não há a obrigatoriedade de se inventar um novo produto ou uma nova solução para que tenhamos uma Inovação. Sendo mais simples e eficiente na conceituação, podemos considerar Inovação como a implantação de novas soluções que tenham usabilidade, mas principalmente que proporcionem ganhos à organização, seja através de aumento de receitas ou da redução nos custos vigentes.

Portanto, ser inovador pode e deve ser uma mudança objetiva e eficaz alinhada aos objetivos da empresa e que seja percebida por toda a corporação e principalmente pelo mercado e pela concorrência. Complexas ou não, pequenas ou grandes, requerendo muito ou pouco investimento financeiro, as inovações não são mais uma opção para os CIOs. Inovações bem desenvolvidas e implementadas em conformidade com a estratégia do negócio são itens obrigatórios para o gestor que tem como objetivo participar das principais decisões das suas empresas.

Criatividade pode ser o diferencial

Enquanto Inovação já é uma questão de sobrevivência, gestores mais conectados às abruptas transformações oriundas dessa realidade digital, já incorporaram o tema Criatividade em sua agenda. O mantra “fazer mais com menos” nunca foi tão real em todos os segmentos econômicos, em todos os departamentos das empresas e Tecnologia da Informação também não está imune, em especial em nosso país onde a Economia vive um cenário pouco favorável. Produtividade é a palavra de ordem!

É a hora de ser criativo, é o momento exato de avaliar tudo de novo que a tecnologia digital nos oferece e procurar criar novas soluções, novos processos e novas políticas que tragam maior competitividade às nossas empresas. Ser criativo não implica obrigatoriamente em soluções disruptivas no limite máximo. A concorrência é cada vez mais global, mas não podemos esquecer da facilidade que todos têm para acessar ofertas de novos e diversificados produtos e tecnologias desenvolvidos em todo o planeta.

Por que não criar soluções utilizando o método de identificação RFID? Que tal criar uma política mais efetiva com relação ao BYOD (Traga o seu próprio dispositivo)? Uma boa sugestão para ampliar os benefícios dessa estratégia vem na nova proposição da empresa de pesquisa e consultoria Gartner sobre esse tema: CYOD (Escolha o seu próprio dispositivo a partir de uma lista prévia definida pela TI). Como a TI através dessas novas tecnologias digitais pode ajudar na apresentação de novos produtos?

Drones? Robôs? Equipamentos com Inteligência Artificial? Tudo isso já existe e está muito próximo das nossas mãos e também dos nossos concorrentes, ainda que tenhamos que pagar mais caro por eles; mas isso não pode ser uma justificativa para não colocarmos nossa criatividade em campo e atendermos o mantra da produtividade. Aí é que se torna necessária a criatividade para atender o mantra de aumento de produtividade em nossas organizações. A missão dos gestores de TI não é fácil e a exigência é cada vez maior por parte da alta direção, de seus pares e do mercado consumidor, uma vez que todos estão expostos às novidades tecnológicas e anseiam por vê-las incorporadas ao seu cotidiano.

Inovar ou Criar? Os CIOs não têm mais a opção de escolher entre uma ou outra possibilidade e sim incorporá-las o mais breve possível na medida necessária e adequada aos seus projetos atuais e futuros, mantendo operação nos níveis de qualidade exigidos e alcançando os resultados projetados.

Fonte: Digital Network

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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