Os piores vícios da Tecnologia da Informação e como curá-los

Tecnologia-02Você é adepto do uso do jargão? Tem um apetite insaciável por informação? Gerencia os sistemas da sua empresa com punho de ferro? Está na hora de reavaliar seus comportamentos

Todo mundo tem vícios no mundo da tecnologia: que atire a primeira pedra quem nunca usou a palavra “senha” como senha. Mas há muitos hábitos realmente ruins que podem causar danos permanentes ao negócio e à carreira.

Eles não são problemas incomuns, e geralmente levam a más decisões, perda de produtividade, desperdício de dinheiro, e violações de dados, para citar apenas algumas desvantagens.

Felizmente, existem curas para esses vícios.

1:Jargão
Jargão é uma forma de mostrar, ou de levar os outros a pensarem que você sabe mais do que realmente sabe ou faz mais do que realmente faz. Mas o vício no uso do jorgão não serve a ninguém.

“Alguns técnicos podes dizer, ‘precisamos de um RAID 5 SAN ou nossos backups vão falhar’, e o pessoal da área de compras não ter ideia do que isso significa”, diz Glenn Phillips, presidente da Forte Incorporated.

“Você pode ser a pessoa mais técnica do mundo, mas de que adianta se não consegue se comunicar efetivamente com seus parceiros de negócio?”, indaga Jerry Luftman, executivo de relações acadêmicas da Society for Information Management (SIM).

Aplicar incansavelmente todo o jargão técnico disponível em conversas com profissionais de outras áreas é um dos maiores equívocos.  No mínimo, a confusão em torno de siglas e neologismos de TI pode levar a falhas na comunicação que geram frustração e desperdício de tempo.

A cura:  Profissionais de TI inteligentes reconhecem que as habilidades de comunicação são essenciais, e trabalham para desenvolvê-las. Procurar se ater ao nível de compreensão dos outros é o único remédio para evitar que as falhas de comunicação atrapalhem.

2: Poder
Poder pode ser perigoso. Qualquer organização que tenha sofrido administradores de sistema desonestos sabe disso. Como tecnologia é fundamental para as organizações modernas e mal compreendida por aqueles que estão fora de TI, é fácil para os gênios da tecnologia perpetuar feudos.

A cura: Profissionais de TI muitas vezes esquecem que eles existem para suportar o negócio. “Ter todos os recursos de computação em um departamento de TI enorme, supostamente apto a gerir prioridades e recursos para todos os outros departamentos, simplesmente não funcionam mais”, observa Jeffrey Palermo, presidente da Clear Measure. “É preciso dissolver os grandes departamentos de TI, dar a cada departamento funcional sua própria equipe de tecnologia e recursos de computação, e permitir que definam suas próprias prioridades”, completa.

3: Dados
O armazenamento barato ou a crença mágica de que o Big Data irá revolucionar a sua empresa, tem deixado muitos profissionais de TI viciados em informações – o que pode levar à sobrecarga de dados, ou pior.

A cura: a TI precisa ser mais seletiva com os dados que recolhe e conserva.  A má qualidade dos dados pode comprometer seriamente a competitividade de uma organização.

4:Métodosultrapassados

Se você ainda está agarrando às metodologias que estava usando 5, 10 ou 20 anos atrás, você tem um problema.

Por exemplo, os desenvolvedores de software que se agarram a metodologias ou técnicas de design estruturado podem acabar criando um software obsoleto antes mesmo de ser implementado, ou gastar recursos valiosos para a criação de documentação que ninguém nunca lerá.

A cura: Seja ágil. Adote metodologias modernas, como programação ágil, e desenvolva uma compreensão dos processos de negócio subjacentes, de modo que você possa se comunicar de maneira inteligente com as pessoas que têm que usar o que você construir.

5:Novas máquinas
Ter o hardware mais recente, melhor e mais caro é uma fixação que pode arrastar você e sua organização para o buraco financeiro.

Vejamos no armazenamento, por exemplo. “As empresas estão perdendo milhões na compra de armazenamento para o Big Data que talvez não precisem agora”, diz o consultor de tecnologia Anthony R. Howard.

A cura: A maioria dos profissionais de TI se fixa no preço inicial de compra, quando deveria estar analisando TCO, diz Howard. “Esqueça os preços do servidor ou o armazenamento”, diz ele. “As perguntas importantes a fazer é quanto vai custar para implantar, gerenciar, manter e executar estas coisas durante sua vida útil.”

6:Ilusõesde segurança
Numa época em que os hackers frequentam as manchetes quase que diariamente, é fácil ver por que muitas empresas de TI têm desenvolvido hábitos de segurança exarcerbados. O problema? Você pode investir milhões na construção de uma rede “à prova de balas”, apenas para descobrir que ele não é – e nunca será – imune a ataques.

A cura: Abrace a realidade de que não há nenhuma rede ou organização 100% segura. Feche as brecha de segurança, através da rastreabilidade.

7:Ilusões de grandeza

A tecnologia evoluiu a uma taxa tão surpreendente que muitos acreditam que tudo é possível – não há trade-offs ou sacrifícios necessários.

Algumas pessoas ainda acreditam que qualquer problema pode ser resolvido se você apenas alocar os recursos suficientes contra ele, diz Michael McKiernan, vice-presidente de tecnologia de negócios da Citrix. Se puderem apenas coletar dados suficientes e despejá-los em um imenso sistema de inteligência de negócios, terão uma única fonte, verdadeira, para embasar a tomada de decisões. Não é bem assim.

A cura: Caia na real. Desenvolva um portfólio de TI que equilibre riscos e recompensas, e proteja suas grandes apostas.
Por Dan Tynan, InfoWorld/EUA

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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