Como a Microsoft pode voltar a ser grandiosa com a Nokia

lumia1020Fabricante finlandesa de celulares foi comprada no último ano pela Microsoft e pode ser essencial para a empresa de Redmond retomar posição de destaque no mercado.

Dispositivos e serviços. Até que um novo CEO diga outra coisa, esse será o mantra da Microsoft. Mas fora o sucesso do Xbox, a empresa ainda tem muito o que aprender sobre dispositivos de hardware e seus ecossistemas.

Entra a Nokia. Quando a Microsoft concordou em adquirir a divisão de negócios da fabricante finlandesa por 7,17 bilhões de dólares em setembro, muitos se perguntavam quais os benefícios que poderiam ter além da já existente parceria.

E convenhamos: antes da Nokia assinar a parceria com a gigante de Redmond, a empresa geralmente era associada aos seus telefones quadradinhos quase onipresentes, incluindo o Nokia 6110.

Aqui está a nossa opinião sobre o que Nokia e o seu talento poderiam fazer pela Microsoft:

1. A câmera é o ponto-chave

A melhor câmera, dizem, é a que você carrega. E para uma significativa quantidade de pessoas, a câmera é a mesma que vai no smartphone.

O ponto forte do Lumia 1020 é a sua câmera de 41 megapixel, que já assusta grande parte da concorrência.

Os outros itens para tornar uma câmera de smartphone grandiosa – sensor de imagem grande e com alta resolução, lentes de alta qualidade e processamento de imagem superior – estão fora do alcance de ambos Nokia e Microsoft.

A Galaxy Camera da Samsung foi uma das poucas a tentar colocar algo “profissional” em uma câmera de smartphone – mas ficou faltando exatamente a parte do smartphone. Até que a Nikon ou a Canon juntem telefone e câmera, a Nokia tem uma chance real de se estabelecer no mercado de fabricantes de câmeras profissionais.

Tirar o iPhone da posição de “cameraphone” para tipos criativos não será uma tarefa fácil. Mas líderes do mercado óptico irão atrair a atenção de pelo menos uma parte da base “da maçã” e dar à Nokia uma reputação positiva na comunidade de fotógrafos amadores.

Isso, em tese, poderia criar todo um ecossistema de desenvolvedores de aplicativos e de filtros. Se a Microsoft e a Nokia estão discutindo novas vias para o investimento, a câmera do Lumia seria o lugar ideal para começar.

2. Localização, localização, localização

A parceria entre os serviços de mapeamento da Nokia e da Microsoft em 2011, quando a gigante de Redmond concordou em usar os dados de mapeamento (que foram adquiridos da NAVTEQ pela Nokia). Um ano depois, a Microsoft começou a usar os serviços de tráfego da Nokia. Em algum momento da história, isso tudo evoluiu para o “Here”, o aplicativo de navegação padrão usado atualmente no Windows Phone.

A Microsoft não está comprando os serviços do Here, apenas está os licenciando por um período de quatro anos. Durante esse tempo, uma coisa de se esperar é que a gigante substitua o Here por um app próprio integrado ao Bing, então a empresa tentará chegar aos pés do Google em mapeamento de interiores e outros serviços baseados em localização.

Qualquer que seja a escolha da Microsoft, uma coisa está clara: os desenvolvedores de aplicativos e anunciantes estão cada vez mais solicitando por dados precisos da localização do usuário, para que possam direcionar melhor anúncios. A Microsoft precisa da expertise da Nokia em mapeamento e integrar isso o máximo que puder e o mais rápido que conseguir.

3. Asha abre caminho nos mercados emergentes

Algumas publicações de tecnologia ignoraram a Asha – a linha de smartphones de baixo custo da Nokia para mercados emergentes – por sua conta e risco. Mas a Asha aborda a realidade da situação: os iPhones são criações desejadas que muitos adorariam pagar – mas não podem. O Android está atualmente preenchendo esse nicho. Mas o Windows Phone está alcançando.

Em novembro, por exemplo, Kamtar Worldpanel reportou que o smartphone da Microsoft ultrapassou o iOS na Itália e teve um rápido progresso na Europa e América do Sul.

Até o momento, a linha Asha roda com seu próprio Asha OS. A gigante tem duas opções: trazer o Windows Phone para a linha Asha ou encorajar os proprietários já existentes desses smartphones para migrar para o Windows Phone.

4. Quanto mais engenheiros de software, melhor

Dos 32 mil funcionários da Nokia que irão se juntar à equipe da Microsoft, um número desconhecido deles será de engenheiros de software. A Microsoft precisa de tantos quanto puder conseguir por três razões:

– Desenvolvimento interno de aplicações: o ecossistema de desenvolvedores de Windows Phone é frágil, se comparado com a amplitude e profundidade das comunidades do Android e do iOS. Em muitos casos, a Microsoft tem que escrever seus próprios aplicativos. Essa estratégia tem sido tanto um sucesso (veja o Facebook) quanto uma catástrofe (veja o YouTube).

– Suporte: como a última atualização do Surface demonstra, a Microsoft ainda se esforça para fornecer uma experiência de atualização contínua. Consumidores toleram as versões betas perpétuas do Google e ignoram as “peculiaridades” do iOS 7. Mas se a Microsoft faz alguma besteira, geeks caem em cima da sua falta de competência técnica. A gigante de Redmond tem pouca margem de erro atualmente.

– Serviços de ecossistema: o futuro não é a integração Windows Phone-Windows 8. Ou mesmo o dispositivo Android-Windows Phone “Normandy”. Mas até que o sistema operacional e o smartphone da gigante fiquem mais próximos, a Microsoft terá que fazer o máximo que puder para compartilhar dados entre as plataformas.

Alguns são tão simples como sincronizar as buscas do Bing entre as plataformas, compartilhar localização, acesso remoto ao PC e aplicativos de segunda tela. Junte os dados de um cliente no ecossistema do Windows, e você também une o Windows ao cliente.

5. A solução para o problema “engraçado” da Microsoft

Nokia? Diversão?! Sim, divertida. Finlandeses também sabem ser divertidos, certo?

A Microsoft tem um problema divertido. Ambos Windows 8 e Windows Phone são projetados em torno de matrizes dinâmicas, Azulejos vivos e coloridos que gritam “consumidor” – mas os consumidores não se apaixonaram por qualquer uma das plataformas. Isso forçou a Microsoft a fingir que os sistemas operacionais são ferramentas para o negócio. Enquanto que a estratégia tem se mostrado um pouco bem sucedida, a gigante ainda precisa atrair de volta o consumidor que pulou fora do barco em busca do Android ou iOS.

Como? O hardware do Lumia já complementa o Windows Phone e a interface de usuário do Windows 8. Isso deve continuar, para que a marca Lumia (não a Nokia) torne-se sinônimo de esforços da Microsoft no espaço do consumidor.

Isso, por sua vez, irá liberar o Surface para se tornar a marca de negócios da Microsoft. E isso já está acontecendo, como demonstra o nosso review do tablet Lumia 2520: “Sente-se ao lado do Surface 2, o tablet Lumia parece Andy Warhol sentado ao lado de Darth Vader”, escreveu Jon Phillips. Exatamente.

Sob esse cenário, rumores de um Windows Phone Surface se tornam muito mais viáveis. Substitua o plástico cor-de-doces com alumínio escovado, e dê tons mais calmos para os azulejos. Use as próximo notificações do Windows Phone para completar.

Finalmente, considere a criação de um layout padrão com azulejos do tamanho de um ícone padrão, e ofereça a opção para organizá-los automaticamente nesse formato. Ah, e ofereça também um tema semelhante ao menu Iniciar do Surface.

Feito de modo certo, a Microsoft poderia esculpir o Lumia e o Surface em duas marcas distintas, cada uma com sua própria identidade, mas com um hardware comum, software e serviços de plataforma. Bingo.

Idealmente, a Microsoft iria descobrir e promover algum gênio visionário dentro da Nokia, que guiaria o Windows Phone de volta ao centro das atenções. Em vez disso, esse parece ser o papel de Stephen Elop, que já incomodou a gigante com planos para vender a divisão do Xbox.

Uma hora a Microsoft terá de justificar a sua compra de 7,17 bilhões de dólares. Essas cinco razões são um bom ponto para começar.

Por Mark Hachman

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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