Três tendências vão mudar a sua empresa em 2014

Tendências2014Elas, seguramente, garantirão a atenção dos CIOs nos próximos 12 meses

A virada do ano é um bom momento para olhar para trás, para o ano que passou, com um olhar para o que podemos esperar em 2014, especialmente no mundo em constante mudança da Tecnologia da Informação. Essas três tendências, seguramente, garantirão a atenção dos CIOs nos próximos 12 meses.

1 – Diante das revelações da NSA, as empresas vão ter mais cuidado com a nuvem
Para a maioria das empresas, 2013 foi o ano da nuvem. As empresas que ainda hospedavam seu sistema de e-mail em casa já pensavam seriamente em mover essa despesa para a nuvem quando Edward Snowden deu o alerta, com uma série de vazamentos contundentes sobre a capacidade da NSA para espionar nossas comunicações. No início, a maioria das pessoas não chegou a ficar terrivelmente alarmada. Mas com o passar do tempo, a profundidade das supostas capacidades da NSA para tocar em comunicações privadas – com e sem conhecimento do fornecedor de serviços – começou a abalar a fé de muitos CIOs na adoção de serviços em nuvem.

Para as empresas em indústrias fortemente regulamentadas, é difícil ignorar a descoberta continuada da profunda capacidade da NSA de ler os dados, tanto em trânsito e como em repouso. Registros de privacidade dos pacientes, transações financeiras sensíveis e quaisquer outros dados que devam, por lei, ser mantidos em sigilo – deixaram agora de serem considerados privados? Você pode garantir a privacidade e a segurança desses dados aos seus clientes? Você pode garantir a seus reguladores? Será que a segurança dos dados é algo que você ainda pode controlar?

Em 2014, vamos ver uma análise contínua somente daqueles serviços na nuvem que façam sentido. E alguns, como e-mail e colaboração, deixarão de ser considerados “ganhos fáceis” por causa dessas acusações contínuas contra a NSA. Talvez a nuvem deixe de ser a opção padrão daqui para frente, e passe a ser uma escolha feita após um estudo cuidadoso do ambiente, usando esses vazamentos do PRISM como contexto.

2 – O CEO do Microsoft definirá o futuro dos produtos em sua organização
Um dos grandes assuntos do primeiro semestre de 2014 deve ser, sem dúvida, a escolha do novo CEO da Microsoft, até por se tratar do terceiro CEO na história da companhia. Esta é uma das posições mais importantes na indústria de tecnologia hoje. Tudo o que o sucessor de Steve Ballmer fizer em seus 100 primeiros dias no cargo irá definir o tom para os próximos cinco a 10 anos.

Relatórios divulgados desde a manhã da segunda-feira após o Dia de Ação de Graças sugerem que o conselho de administração da Microsoft reduziu a quantidade de candidatos potenciais a apenas dois nomes: Satya Nadella, atual chefe de servidores e ferramentas da empresa, e o estranho Alan Mulally, que atualmente está no comando do Ford Motor Company e tem méritos reconhecido para a execução de uma reviravolta fantástica de operações, lucros e retorno para os acionistas após sua gestão na Boeing. (Mulally nega que esteja interessado no trabalho da Microsoft, só aumentando a especulação.)

Existem duas principais questões que cercam tanto a escolha do diretor-presidente quanto seus movimentos imediatos assim que assumir o cargo.

Será que o novo CEO continuará a reestruturação da Microsoft em direção a tornar-se uma empresa de dispositivos e serviços? Steve Ballmer, atual CEO da empresa, tentou convertê-la de uma companhia de software em uma organização capaz de criar e produzir uma variedade de dispositivos, como tablets e telefones, que se conectam a serviços que a Microsoft vende. Isso foi feito tanto para tornar esses dispositivos mais ricos e úteis para o usuário final, mas também para rentabilizar o uso por meio da atualização de serviços, de receitas de publicidade e da lucratividade com o modelo de assinatura.

Claro, isso representa uma grande mudança desde a tradicional prática da Microsoft “de cobrar pelo direito ao uso perpétuo” de seus softwares, que impulsionou a empresa até aqui. Muitos investidores e clientes se perguntam se essa transformação é benéfica para eles. Será que o novo CEO dará continuidade a essa transformação e realizará a visão de Steve Ballmer, mesmo depois de sua partida? Ou será que o novo CEO promoverá uma pausa no processo e levará alguns meses para avaliar se essa transformação é realmente boa, tanto para a Microsoft quanto para seus clientes? As respostas terão um grande impacto sobre o papel que o software e as tecnologias da Microsoft desempenharão dentro do seu próprio negócio.

Será que a nuvem ainda será o grande foco da empresa? Será que a preferência continuada de desenvolvimento de serviços baseados em nuvem em vez do desenvolvimento e da venda de software tradicional irão corroer a confiança dos clientes corporativos que ainda têm investimentos significativos em licenças?

3 – O papel de Broker de Nuvem vai emergir em 2014

O que quer que a Microsoft faça e o que quer que as revelações sobre o programa PRISM, da NSA, signifique para o seu negócio, o impulso contínuo em torno de consumerização vai significar a adoção de mais serviços em nuvem na sua organização, e não menos. As divulgações sobre o PRISM podem frear a migração de e-mails e outras linhas de negócios de dados para a nuvem -, mas outros dados, menos sensíveis, ainda poderão ser armazenados na nuvem.

O departamento de TI da empresa poderão tirar proveito de uma série de empresas de nuvem projetadas para proporcionar economia e reduzir o custo do acesso aos dados, revelando novas perspectivas e fluxos de trabalho antes impossíveis para a sua organização. Ao mesmo tempo em que esses serviços forem adotados, a capacidade de controlar seu uso, desempenho, valor e entrega será fornecida por meio de corretagens de serviços.

Portanto, em 2014, corretores de nuvem ou de soluções em nuvem vão realmente entrar em operação. Esses vendedores neutros serão contratados para analisar a sua situação e recomendar estratégias para fazer uso de produtos e serviços ideais para a realização de uma determinada tarefa ou carga de trabalho.

O próprio departamento de TI tem tudo para atuar como um corretor de serviços na nuvem, segundo o Gartner. Cada vez mais a equipe de TI precisará ser capaz de, com ou sem o auxílio dos corretores, descobrir que solução ou modelo funcionará melhor para a realização de tarefas específicas.

Por Jonathan Hassell

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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