Sete competências-chave mais procuradas na área de Tecnologia da Informação

Tecnologia (8)Para gerentes de TI, a formação dos graduados em novas tecnologias não atende às necessidades das empresas.

O CIO da U.S. Gas & Electric, Greg Taffet, está buscando talentos. Ele empregou quatro nos últimos seis meses e está pensando em somar mais 11 à sua equipe de 20 pessoas. Sua lista de vagas em aberto inclui um programador de EDI, um programador de gestão de risco, um programador de CRM, um analista de negócios e um assistente do gerente de TI.

No entanto, Taffet duvida que quaquer graduado preencha facilmente qualquer uma dessas posições. Os programas de graduação e pós-graduação não têm sido capazes de acompanhar as necessidades das empresas de TI, diz.

“É algo horrível de se dizer, mas o pouco tempo na faculdade não é o suficiente para aprender todas as habilidades que as pessoas precisam para ser bem-sucedidas. Esperamos cade vez mais, e as universidades estão fornecendo mais. Porém estamos pedindo ainda mais”, diz Taffet.

Afinal, qual é o “mais” que Taffet e outros líderes de TI querem? Eles continuam a valorizar o “soft skills”, particularmente as habilidades de comunicação, atendimento ao cliente e uma compreensão de como se comportar profissionalmente.

Agora eles também estão encontrando várias lacunas na formação para negócios específicos e em habilidades técnicas. Os gerentes de TI entrevistados disseram quais as competências que desejam. Leia e tome nota.

1. Conhecimento das funções empresariais básicas

Novos graduados em ciência da computação entendem termos como contas a receber, logística ou projetos de marketing? Provavelmente não, diz o CEO da Computing Technology Industry Association (CompTIA). A maioria dos estudantes procura disciplinas dentro do campo de estudo de seus cursos de ciências da computação.

Isso ocorre mesmo com os graduados de tecnologia que buscam posições corporativas de TI em que espera-se que desenvolvam aplicações que facilitem o trabalho de outros departamentos. E embora os programas de TI de pós-graduação tenham melhorado em relação a iniciar os alunos nos negócios, ainda há deficiências de conhecimento.

Nos Estados Unidos, as faculdades estão começando a lidar com o problema, diz o professor do College of Business and Economy e associado FedEx Center for Supply Chain Management da Universidade de Menphis, Brian Janz.

A universidade está em seu segundo ano com o modelo de currículo elaborado pela Association for Information Systems (AIS) e a Association for Computing Machinery (ACM), que oferece aos estudantes de tecnologia tanto habilidades de TI e quanto profissionais, como comunicação e liderança.

A mudança trouxe mais cursos de negócios para a grade de Ciência da Informação, diz Janz. “Se conseguirmos dar-lhes a base sólida, [as empresas] pode dar-lhes o material específico para sua organização.”

Nesse meio tempo, os líderes de TI têm desenvolvido estratégias para assegurar que seus empregados tenham uma visão básica de negócios. Taffet, por exemplo, procura novos graduados com alguma experiência em trabalho profissional, com a compreensão de como uma empresa opera. O CIO da U.S. Gas & Electric afirma que muitas vezes eles são encaixados mais rapidamente do que outros no mercado de trabalho.

Para os novos contratados que não têm conhecimento do negócio suficiente, especialmente na área de finanças, Taffet oferece um curso que ensina o que ele chama de “Finance 101”, que são lições informais sobre conceitos básicos de contabilidade, como contas a receber e contas a pagar.

“É menos glamouroso do que várias disciplinas que estão sendo ensinadas, mas é importante para um funcionário entender [as funções de negócio] que todas as empresas têm”, explica Taffet.

2. Procura-se: experiência com empresa de integração de sistemas

Não há como negar que os estudantes universitários têm muito conhecimento sobre computador. Mas essa experiência não significa que os alunos são escolarizados nos processos de TI que as empresas utilizam, diz o presidente e CEO da Computing Technology Industry Association (CompTIA), Todd Thibodeaux.

A maioria dos estudantes de ciência da computação passa grande parte do tempo na faculdade aprendendo a construir suas próprias aplicações e sistemas, ainda que as companhias, muitas vezes, não precisem necessariamente, desse tipo de conhecimento.

“Quando você entrar no mundo dos negócios, será menos necessário saber criar seu próprio sistema e mais sobre como integrar sistemas”, diz Thibodeaux.

Os novos graduados que podem construir seus próprios sistemas a partir do zero podem impressionar, mas muitas empresas dão mais valor àqueles que podem integrar várias aplicações empresariais e grandes pacotes comerciais.

Segundo Taffet, diante dessa lacuna de competências, muitos departamentos de TI corporativos optam por treinar os novos contratados. As grandes empresas tendem a contratar consultores para auxiliar no processo, enquanto as pequenas e médias encontram maneiras de treinar novos funcionários diretamente.

3. Procura-se: conhecimento de tecnologias emergentes da empresa

Business Intelligence (BI) e cloud computing são duas tendências emergentes de tecnologia que são de alta prioridade para os gerentes de TI nos dias de hoje, mas não são ainda tópicos nos currículos universitários.

Algumas faculdades podem oferecer apenas alguns dos cursos mas, com as tecnologias mudando tão rapidamente, tendem levar algum tempo para o desenvolvimento de cursos extensivos sobre tendências que estão em evolução, diz o vice-presidente sênior da empresa de recursos humanos de TI Modis, Marty Sylvester.

Sylvester diz que sempre ouve CIOs que falam da dificuldade de encontrar jovens trabalhadores treinados em tecnologias corporativas emergentes, particularmente a computação em nuvem.

Algumas empresas oferecem cursos para obter uma evolução mais rápida dos ovos contratados. O CEO da consultoria de TI Pariveda Solutions, Bruce Ballengee, planeja abrir cem vagas de emprego para graduados da faculdade, oferecendo cursos para aqueles com graduação em ciência da computação ou MIS.

Ainda assim, Ballengee diz que as novas contratações de sua empresa começarão com uma semana de “developer school”, para familiarizá-los com áreas emergentes que não foram abordadas na faculdade, como cloud computing e BI, assim como linguagens de programação da companhia como SQL, .Net e Java.

4. Procura-se: o básico da tecnologia

“Uma lacuna que estamos descobrindo é que as faculdades não ensinam o básico”, diz o diretor de Sistemas de TI da fornecedora de software Dassault Systèmes, Jeff Browden. Como a tecnologia se torna cada vez mais avançada, Bowden tem visto um declínio na capacidade dos recém-formados para lidar com tarefas simples de TI.

As novas contratações realizadas por Bowden têm um baixo nível de competência técnica, e não conhecem o caminho de um prompt de comando ou não sabe como consertar um PC quando não está respondendo à entrada do mouse.

“Se você começou 20 anos atrás foi forçado a aprender isso, mas como os computadores evoluíram, as pessoas ignoraram essas atividades básicas, mas pode haver demandas desae tipo quando se está solucionando problemas de computadores.”

Bowden afirma que, muitas vezes, deixa os novos funcionários descobrirem o que fazer por conta própria quando são confrontados com problemas básicos de tecnologia. “Nossa preferência é fazê-los aprender fazendo, pesquisando”, diz ele. “Depois de passar por algumas experiências, você passa a conhecer a tecnologia”, afirma o executivo, acrescentando que, em determinados casos, ele tem um membro da equipe mais experiente para ensinar o profissional recém-contratado.

5. Procura-se: familiaridade com sistemas legados

Já Sylvester, da Modis, diz que as empresas estão procurando pessoas que possam trabalhar com sistemas legados. Eles querem que os profissionais de tecnologia saibam Cobol, Customer Information Control System (CICS) e tenham habilidades com mainframe entre outros conhecimentos. Mas faculdades não estão ensinando esse temas, diz Sylvester.

“Há uma preocupação real de que as organizações devem perder algumas das habilidades com mainframe quando os [baby] boomers [nascidos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial] se aposentar, pois elas não estão sendo ensinados nas universidades”, acrescenta Jerry Luftman, diretor-executivo e professor emérito da Escola de Gestão de Tecnologia do Stevens Institute of Technology em Hoboken. Ele diz que algumas companhias pedem que fornecedores de seu legado treinem novos contratados diretamente.

Tanto Luftman quanto Sylvester dizem que as companhias estão buscando graduados dispostos a aprender lidar com sistemas legados, embora não seja uma tarefa fácil encontrá-los. Eles dizem que as empresas estão tentando atrair novos talentos para aprender habilidades de mainframe.

6. Perspectiva do mundo real

Para o executivo de TI da Geiger, Dale Denham, os recém-formados tendem a se concentrar na melhor tecnologia sem considerar o que é melhor para limitações fiscais da empresa ou população de funcionários.

“Eu tenho um monte de pessoas que, por exemplo, sabem como projetar o banco de dados no papel [ou] o melhor storage, mas não estão olhando para os impactos sobre a experiência do usuário”, diz Denham.

“Eles não sabem como equilibrar TI com as necessidades dos negócios. Ou não percebem o custo de fazer alguma atividade, o tempo que irá demorar, as habilidades necessárias etc”, acrescenta. A maioria das contratações pode até adquirir essas habilidades no trabalho, mas “as escolas poderiam dar uma bases para isso.”

Denham diz que tenta trazer os novos funcionários para a realidade, mostrando as razões pelas quais seus projetos não ganharão sinal verde. “Se eles têm mente aberta, funciona”, diz ele.

7. Procura-se: capacidade de trabalhar em equipe

Pode ser surpresa, mas a geração mergulhada em Facebook, Twitter e outras comunidades, acabam não tendo a habilidade de construir o mesmo espírito de colaboração no local de trabalho, segundo relato dos líderes de TI.

Para Thibodeaux é um desafio para as empresas. Ele observa que as dificuldades de trabalhar em equipe é maior entre os que fizeram o curso de ciência da computação, que passaram muito tempo da faculdade trabalhando sozinho em projetos. “Muitos deles não sabem como trabalhar em conjunto de forma eficaz ou definir e gerenciar expectativas. Isso não está sendo ensinado muito bem em faculdades ou em escolas de pós-graduação.”

O presidente da consultoria e de treinamento SEBA, James T. Brown, diz que algumas faculdades estão tentando resolver a lacuna por meio de mais cursos para as equipes, em vez de alunos individuais.

Brown diz que poucas companhias têm liderança robusta e programas de formação de equipes de treinamento para seus funcionários, incluindo empregados de tecnologia, mas as empresas que oferecem tais programas reconhecem que obter o valor integral de qualquer funcionário quando ele ou ela trabalha bem com os outros .

E alguns traços que os gerentes de TI amam

Embora seja verdade que os gerentes de TI estejam consternados que os graduados em novas tecnologias não tenham habilidades específicas, em geral eles concordam que essa nova geração é tech-savvy, trabalhadora e com vontade de aprender.

Thibodeaux, CompTIA, diz que ouve de colegas que a última geração de graduados é enérgica, criativa e disposta a contribuir.

“Eu não tenho certeza de que foi sempre assim”, diz ele. “Vinte anos atrás havia mais de um ambiente de comando e controle. As pessoas não eram tão voluntariosas. As crianças de hoje gostam de variedade, energia, criatividade e uma boa natureza, que vem junto com isso.”

Os executivos de TI também dizem que suas contratações mais recentes têm um senso intuitivo de tecnologia – em particular perspicácia, redes sociais e novas ideias sobre como aplicá-las para melhorar o negócio.

“Muitas vezes eles têm grandes conhecimentos sobre o que deveria ser avaliado ou até se pode funcionar”, diz John N. Oglesby, executivo de TI e fundador da Society for Information Management. “Eles trazem uma nova perspectiva, completamente diferente, e é daí que a inovação vem.”

Por Mary K. Pratt

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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