Microsoft lança geração 2013 do Office 365, agora com recursos específicos para empresas

Microsoft-Office 365-3Empresa investe em ferramentas de comunicação, colaboração e mídia social, além de novas formas de comercialização, para diferenciar as versões de uso corporativo das de uso doméstico e pessoal

A Microsoft Brasil anuncia hoje a disponibilidade no Brasil das novas versões do Office 365 para empresas, que inclui  o tradicional pacote de produtividade na nuvem, aliado com serviços de produtividade como correio eletrônico corporativo (Exchange), colaboração, intranet, mídia social corporativa e comunicação unificada, entre outros  (via Sharepoint, e Yammer e Lync).

Disponível na nuvem, mediante o modelo de assinatura, mensal ou anual, _ mas ainda também através do modelo de licenças perpétuas, de caixinha, porém sem o direito ao dos serviços Exchange, Lync, e Yammer e Sharepoint _ o produto, já disponível no país nas versões  para consumidores finais desde janeiro, será vendido em três grandes formatos: o  365 Small Business Premiun (ou  Office Home & Business 2013, no modelo caixinha), para até 10 estações; o 365 Midsize Business ou simplesmente Office M (na caixinha o Office Standard 2013), para empresas com 11 até 250 estações e no qual a Microsoft Brasil aposta suas fichas, através  dos contratos de volume para pequenas e medias empresas; e o Office 365 Enterprise  & Government, com os seus planos E (na licença perpétua o Office Professional Plus 2013), para grandes empresas, com mais de 250 estações.

O Office M  deverá ser o carro chefe no Brasil, segundo Eduardo Campos, gerente geral de Office da Microsoft Brasil. “Vamos permitir que o nosso canal tradicional, as mais de 15 mil revendas de software no Brasil, possam vender o produto no modelo de assinatura anual”, explica o executivo.

Significa que canais que hoje estavam focados nas vendas das licenças tradicionais, passam a ter acesso ao novo modelo de oferta, antes só disponível através da venda direta na nuvem.  “Já treinamos mais de três mil empresas, e nossa expectativa é a de que possam atuar como consultores  sobretudo para projetos de implantação de colaboração e redes sociais corporativas”, afirma Campos. “Todas foram treinadas para fazer a melhor escolha para os usuários, entre todos os planos disponíveis, combinando ofertas e recursos”.

Recursos disponíveis
Em todas as versões, as empresas poderão oferecer aos seus funcionários, que utilizam PCs ou MACs, o acesso a todos os aplicativos já conhecidos do Office  disponíveis para instalação em até cinco máquinas ou para utilização pela web via navegador, além de recursos de e-mail de nível corporativo, calendários compartilhados, reuniões virtuais com até 250 participantes e solução de arquivamento, colaboração e edição de documentos. Os usuários terão também suporte telefônico em horário comercial.

“Cada um dos três formatos tem um modelo de suporte específico, compatível com os recursos disponíveis em cada plano, como serviços de diretórios, gerenciamento de identidade, permissões etc. O comum aos três pacotes do Office 365 para empresas são a simplicidade de instalação, uso em múltiplos dispositivos, os serviços de mensageria, colaboração, e-mail, mídia social e armazenamento”, explica Campos.

Preços
Os preços? São os mesmos já cobrados desde o fim de fevereiro no mercado americano, segundo Campos., acrescidos dos impostos. Os contratos mensais são adquiridos diretamente no site da Microsoft e os anuais através das revendas.  O 365 Small Business custará cerca de 149 dólares a licença anual, ou 15 dólares a mensal por usuário; o Office M, 180 dólares a anual e  até 15 por mês; e 365 Entreprise 240 dólares anual, que equivale a US$ 20 por usuário por mês, embora nos contratos por volume esses valores possam cair significativamente. Há licenças saindo entre 1 dólar a 3 dólares por mês, por usuário.

Adoção
Ao contrário do que vem acontecendo no mercado americano, onde as grandes empresas que compõem o grosso da receita da Microsoft lá ainda não migraram das licenças perpétuas para o modelo de assinatura anual, aqui Eduardo Campos afirma que nos últimos 18 meses, um em cada cinco clientes de grande porte da Microsoft  já adotou o modelo, e um em cada sete no último ano.  A solução, já roda em  organizações como  Lojas Renner, Globosat, TV Record, Kroton Educacional e outras.

A Odebrecht, Multinacional, presente em mais de 20 países, adquiriu o Microsoft SharePoint 2013 antes mesmo que ele fosse lançado no mercado mundial – no modelo de adoção antecipada. Com a ajuda da Brasoftware, a área de tecnologia da informação da Odebrecht implementou a plataforma de colaboração, que já vem com o recurso de rede social nativo.

“Nos impressionou a facilidade de uso e familiaridade da interface,  com recursos bastante semelhantes aos de outras redes sociais, diz Rodrigo de Moraes, responsável por Projetos de Colaboração, da área de Tecnologia da Informação da Odebrecht.

O projeto piloto já conta hoje com mais de 400 usuários, a maioria do departamento de TI, e será levado para toda a empresa nos próximos meses, para uso pelas áreas de Comunicação e RH, dada a facilidade de implantação e de uso.

Outra empresa que também participou de um piloto como SharePoint foi a Braskem, com atuação no setor químico e petroquímico. “Decidimos usar a solução para atender a uma nova necessidade, a criação de um banco de experts, com mapeamento de conhecimento ligado à inovação de produtos”, conta Backer Luis Vieira da Rosa, arquiteto de sistemas da companhia.

A implantação, do zero, até o uso por um grupo de 100 pessoas de diversas áreas da companhia levou 2 meses. “Contamos com suporte da própria Microsoft, mas  foi um processo bem simples. Já usávamos o Sharepoint 2010 e o uso dos novos recursos da versão 2013, voltados para colaboração social, foram de fácil implementação”, completa Backer.

O objetivo, contudo, é fazer com que o SharePoint 2013 alcance todos os funcionários da companhia até o final do ano. “Tenho recebido um feedback muito positivo dos funcionários, especialmente em relação à facilidade de uso. Hoje eles podem buscar colegas, consultar seus cargos, funções e expertise e descobrir se estão disponíveis para chats online ou reuniões. Além disso, ainda podem pesquisar um tema específico e encontrar todo o histórico de documentos relacionado a ele”, afirma.

Já a experiência da TV Record foi com o uso do Lync Server 2013 que ajudou a controlar os custos das contas telefônicas e dos serviços de conferência durante as transmissões dos Jogos Olímpicos de 2012. A TV Record utilizou o Lync Server 2013 durante os jogos para garantir que as equipes em cada país pudessem compartilhar ideias e planejar cuidadosamente as transmissões.

“Quando nossa equipe estava em Londres, precisava frequentemente falar com o escritório no Brasil. Uma chamada de celular podia custar US$10 por minuto ou mais. Com o Lync, foi possível evitar este custo”, destaca Anderson Gonçalves de Moura, Gerente de Infraestrutura, Rádio e Televisão Record S/A.

“Outro dos benefícios mais evidentes do Lync foi a redução na quantidade de viagens entre São Paulo e Rio, diminuindo o custo de transporte aéreo e hospedagem, além de aumentar a disponibilidade dos funcionários evitando suas viagens”, afirma Carlos Eduardo Bernardo, Coordenador de Infraestrutura, TV Record. Agora, a empresa se prepara para utilizar o Office 365 em seu cotidiano, oferecendo os benefícios da nuvem aos seus funcionários.

Médias e pequenas empresas na mira
O número de pequenas e médias empresas que escolheram o Office 365 também cresceu em 150% nos últimos 12 meses no Brasil, segundo Eduardo Campos, repetindo o fenômeno ocorrido nos Estados Unidos.

Jon Roskill, chefe da divisão de canais de canais da Microsoft, declarou esta semana ao  Redmond Channel Partner que “90 por cento” dos clientes do Office 365 são de empresas com menos de 50 empregados, e explicou que “a pequena empresa é o núcleo da base de clientes do produto.”

Lá fora, segundo Roskill, a maioria dos clientes e parceiros adotou o produto original como um substituto para o Small Business Server, um pacote de aplicativos barato para servidores on-premise. Isso faz sentido. Como nas pequenas empresas muitas vezes falta a equipe de TI (ou orçamento para pagar um parceiro), o pacote Small Business facilita o acesso ao Office.

“No Brasil, o pacote a partir de 5 licenças é muito difundido no Brasil. Por isso acreditamos que o Office M será, a partir de hoje, o produto mais adoto no país. Os modelos Enterprise são apenas uma atualização. O Small Business também não tem muitas novidades. O Midsize é  que inova nas ofertas e na forma de venda”, afirma Campos. O interessante, segundo ele, é o fato do cliente poder optar entre renovar a licença diretamente com a Microsoft ou com um dos parceiros.

Para ser competitivo, as revendas terão que fomentar uma relação recorrente com os clientes através do fornecimento de serviços e consultoria especializada, principalmente para atendimento às médias empresas, para implantação de e-mail corporativo, ferramentas de colaboração e de comunicação.

A GO2neXt, que já nasceu na nuvem para prover serviços, é um bom exemplo entre os parceiros Microsoft que têm ampliado seu volume de negócios com o Office 365.  “Nosso diferencial são os projetos de implementação de soluções usando o Lynk e o SharePoint”,  disse Paulo Pichini, CEO da Go2neXt.  Este ano, com a disponibilidade do que chama de Office 365 2013 o executivo espera triplicar o volume de negócios com soluções Microsoft, passando de algo entre 8 mil a 10 mil estações para algo entre  25mil a 30 mil.

“O mais importante é a migração do legado, do que hoje já roda em antigas versões do Lynk e do Sharepoint. Não adianta trocar de ferramenta e não migrar tudo para ela”, diz Pichini.

Segundo ele, o produto da moda é o Lynk. “Temos recebido muitas consultas”, afirma, com a expectativa de que o volume aumente a partir das facilidades de aquisição e uso da ferramenta incluídas no Office 365 para empresas. No caso do Sharepoint, o executivo diz que só agora as empresas estão começando a amadurecer e a perceber que ele tem muito mais a oferecer que a mera troca de arquivos. “Gestão de informação é algo que requer mais do que um Skydrive, e as empresas estão começando a despertar para isso”, completa.

Nos últimos seis meses uma parte significativa do faturamento da Go2neXt tem vindo de projetos de implementação do Office365. Essa procura está fazendo com a empresa amplie sua equipe de profissionais.  A expectativa da Microsoft é que isso venha ocorrer com milhares de empresas Brasil afora. A ver.

Fonte Cristina De Luca

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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