Guia realista para o BYOD (Bring your own device)

BYOD-1Entenda por que o conceito de trazer o seu próprio dispositivo continuará uma tendência crescente nos próximos anos

Não é preciso ser um leitor de folhas de chá para saber a viabilidade a longo prazo de uma das tendências mais quentes da tecnologia hoje. Você só precisa de um modelo confiável, que reflita com precisão os fatores-chave na determinação do sucesso.

Bolha ou tendência? Muito tem sido dito sobre BYOD que pode levar você a acreditar que precisa de uma bola de cristal para saber se esta estratégia de sourcing veio para ficar. Mas tudo o que é necessário é um entendimento prático de três perguntas-chave ao redor da adoção do BYOD para definir onde colocar as suas apostas.

Para prever o sucesso de uma nova tecnologia, você só precisa avaliar três variáveis:

1 – Cliente e consumidores são diferentes? (Lembrete: Clientes tomam decisões de compra sobre um produto ou serviço, em contraste com os consumidores, que são as pessoas que o usam)

2 – Será que o “orçamento” (a fonte de dinheiro) não tem como absorver as despesas?

3 – Será que a tecnologia será perturbadora quando misturada com a base instalada?

A fórmula parece funcionar muito bem. Se a resposta a todas estas três perguntas for não, a nova tecnologia tem uma chance.

Então, vamos aplicá-la ao BYOD e ver o que acontece.

Uma advertência: BYOD é mais uma tática de abastecimento do que uma tecnologia, de modo a fórmula pode não se encaixar perfeitamente à situação.

Submetendo o BYOD ao teste

Cliente versus consumidor: Por definição, com BYOD o cliente e consumidor são a mesma pessoa, a menos que o cliente seja um parente do consumidor – por exemplo, quando uma prole adolescente ajuda a um pai decidir qual smartphone comprar. Para todos os efeitos, o cliente e o consumidor são os mesmos.

Acessibilidade: O orçamento é do empregado, e não do negócio. Por definição, ele não tem nenhum problema com a despesa. Se tivesse, o empregado possuiria o dispositivo em questão, e a questão de saber se ele poderia levá-lo para o escritório nunca iria se impor. A acessibilidade não é uma barreira.

Ruído: BYOD pode causar perturbações em três grandes áreas – integração, segurança e suporte.

Quanto à integração, hoje, para a maior parte de nós, BYOD significa o uso de smartphones e tablets. Sua necessidade de integração é limitada ao acesso ao e-mail de uma empresa, a alguns diretórios e à agenda. Isso não parece ser um grande problema. No futuro, podemos esperar que as empresas desenvolvam clientes móveis para pelo menos alguns de seus principais aplicativos. Quando isso começar a acontecer, a integração pode se tornar uma força mais perturbadora. Mas então, já será tarde demais. Portanto, integração não representa qualquer barreira para o sucesso do BYOD.

E a segurança da informação? Como este tema tem recebido quase tanta atenção quanto a segurança na nuvem, nós não vamos jogar lenha na fogueira aqui.

Em infraestruturas modernas já é necessário garantir uma operação confiável e segura, o que exige uma série de dispositivos dedicados ao monitoramento de desempenho e uso da rede. Em muitos casos, virtualização e cloud forçaram o pessoal de segurança da informação a mudar seu foco bem antes do BYOD, investindo em quatro áreas principais: 1) a normalização do dispositivo e, posteriormente, do serviço; 2 ) métodos comuns de entrega; 3) controles de acesso inteligentes; e 4) contenção de dados. O que nos leva a considerar que segurança da informação não é uma barreira para o BYOD, ou não deveria ser, se a empresa adotou práticas adequadas de segurança para virtualização e cloud.

E quanto ao suporte técnico ao usuário? No tempo em que os PCs eram a novidade e os funcionários o consideravam misterioso, o suporte ao usuário era um negócio grande e peludo. Agora não é mais. Uma fração crescente da força de trabalho usa a tecnologia móvel para entretenimento e para fins pessoais. Muitos cresceram com ele. Eles não precisam da ajuda da TI para resolver 80% dos problemas que venham a enfrentar. Os funcionários são, em grande parte, responsáveis pelo suporte aos seus próprios dispositivos. Por outro lado, o suporte pessoal de suporte precisa conhecer profundamente mais de uma plataforma móvel.

Resultado: Se o cliente e o consumidor são os mesmos, o funcionário já tomou a decisão de compra, e a perturbação é mínima, não há nenhuma razão para o BYOD não ter sucesso.

Por Bob Lewis

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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