Carros sem motorista serão a próxima revolução da indústria automobilística, avalia KPMG

Veículos que trafegam sem motorista podem remodelar drasticamente o cenário competitivo, a interação humana com veículos e o design de estradas e cidades; tendência pode estar mais próxima do que se imagina.

Nos últimos cem anos, a inovação no setor automotivo trouxe grandes avanços tecnológicos, produzindo veículos mais seguros, limpos e acessíveis. Mas no geral, desde que Henry Ford introduziu a linha de montagem móvel, as mudanças foram incrementais, gradativas. Parece que agora a indústria automotiva está no limiar de uma mudança revolucionária, que será engendrada pelo advento de veículos autônomos – e este momento pode estar mais próximo do que imaginamos, de acordo com um relatório divulgado pela KPMG US LLP e pelo Centro de Pesquisa Automotiva (CAR, da sigla em inglês).

A publicação, intitulada “Carro autônomo: a próxima revolução” (Self-driving car: the next revolution) foi baseado em entrevistas com especialistas em tecnologia, líderes da indústria automotiva, acadêmicos e órgãos reguladores, e em pesquisas e análises de tendências da indústria. O estudo examina as forças da mudança, as tecnologias atuais e emergentes, o caminho para levar essas inovações ao mercado, a probabilidade de terem larga aceitação pelos consumidores e o impacto potencial no ecossistema automotivo.

As conclusões são elaboradas em quatro seções:

· Dinâmica do mercado – que examina a dinâmica do mercado e as forças sociais, econômicas e ambientais que estão fazendo com que a mudança seja inevitável;

· Convergência – discute a convergência em andamento das tecnologias-chave de capacitação;

· Adoção – enfoca o caminho para uma adoção generalizada de soluções avançadas de direção automática, as quais acredita-se que ocorrerão em etapas, levando ao longo do tempo à utilização de veículos cada vez mais autônomos;

· Implicações para o investimento – aborda as implicações sociais, políticas e econômicas de automóveis autônomos e seu impacto sobre todo o ecossistema automotivo.

“Nos últimos 100 anos, a indústria automotiva foi uma força de inovação e crescimento econômico”, afirma Gary Silberg, líder da prática de Indústria Automotiva da KPMG US, e co-autor do relatório. “O ritmo da inovação está em aceleração, e a indústria está no limiar de uma nova revolução tecnológica pelos veículos autônomos. Caso eles se tornem a realidade predominante, o ecossistema automotivo seria profundamente alterado, podendo haver implicações de longo alcance para a cadeia tradicional de valores da indústria automotiva e além”.

No relatório, a KPMG e o CAR apresentam as hipóteses a respeito de como a tecnologia de veículos autônomos poderia desenrolar-se e seus impactos potenciais – com ênfase na convergência das tecnologias veiculares baseadas em sensores e recursos de comunicação. O relatório aponta como a nova tecnologia poderia oferecer soluções a um dos problemas sociais de mais difícil solução dos nossos dias: o alto custo dos acidentes de trânsito e infraestrutura de transportes, as milhões de horas gastas em engarrafamentos, e o espaço urbano perdido para dar lugar a estacionamentos, entre outros.

“Apesar de parecer história de ficção científica, a possibilidade de vermos carros rodando sem motoristas pelas ruas não é algo tão improvável quanto imaginamos. Testes bem-sucedidos já vêm sendo feitos. Agora, a questão é saber se essa é uma tendência que vem para ficar de fato, e se será possível viabilizá-la em escala global no futuro”, afirma Charles Krieck, sócio-líder do segmento Automotivo da KPMG no Brasil.

De acordo com o relatório KPMG/CAR, a convergência das tecnologias veiculares conectadas e as baseadas em sensores tendem a ocorrer e terão um efeito positivo sobre a adoção de ambos os sistemas. A convergência aumentará a mobilidade e a segurança, e diminuirá os impactos ambientais.

Empresas automotivas e de tecnologia já estão investindo em soluções e aplicativos conectados e autônomos. Em que pese não haver um líder claro, as empresas estão tentando achar uma maneira de como competir e colaborar ao mesmo tempo. Em um prazo mais longo, a evolução desses avanços levará a um reequilíbrio da cadeia de valores da indústria automotiva, com as empresas não tradicionais desempenhando um papel mais significativo.

Por Redação/KPMG

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Sobre Ramires, F A. Borja

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