Desindustrialização pode ser percebida em alguns setores da indústria

Alguns segmentos da indústria, como máquinas, veículos automotivos, varejo e construção civil, estão passando por um processo de desindustrialização. É o que afirma um levantamento realizado pela auditoria KSI Brasil.

Segundo os dados, ao comprar insumos, peças e produtos acabados, estas empresas têm optado por fabricantes estrangeiros. “O item dos balanços que aponta gastos com fornecedores estrangeiros tem crescido de forma expressiva, comparativamente aos índices dos últimos anos”, explica o sócio-diretor da KSI Brasil, Ismael Martinez.

Ao analisar os segmentos, nota-se este cenário especialmente na indústria automobilística, de motocicletas e máquinas agrícolas. Para a auditoria, isso se deve não só à valorização do real frente ao dólar e à perda de competitividade da indústria brasileira, mas também à tendência crescente da indústria de repassar atividades menos nobres e estratégicas do processo de fabricação para empresas do exterior.

Construção civil
No caso da construção civil, além dos fatos citados acima, soma-se a necessidade de evitar aborrecimento com fornecedores internos comprometidos com um número de demandas maiores do que podem atender.

“Com o real forte, tornou-se mais vantajoso terceirizar a fabricação de peças na China ou importar o produto acabado, principalmente quando os processos produtivos requerem tecnologia e equipamentos muito sofisticados”, declara Martinez.

Já no segmento de máquinas agrícolas, as empresas brasileiras de fundição, usinagem e solda estão perdendo terreno para os asiáticos, que têm peças para pronta-entrega a preços mais vantajosos.

Outras funções
Outra situação comum é que muitas empresas instaladas no Brasil têm de direcionar suas atividades para outras funções, como em autopeças, que, além de produzirem as peças, são obrigadas a instalá-las no veículo.

O fato também é percebido pelo varejo, que transfere a organização de produtos em araras – caso do setor de vestuário e calçado – para as empresas de logísticas, que entregam as mercadorias prontas para a comercialização.

Indústria têxtil
Mas o processo de desindustrialização ainda não afetou alguns segmentos, como a indústria de confecções, conforme afirma a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil). De acordo com a associação, ao analisar as importações do setor têxtil, percebe-se que, entre 2006 e 2010, a produção de confeccionados, em volumes, cresceu 24,3%. Em valores, o crescimento foi de 93%.

“Ou seja, as importações não inibiram o crescimento industrial de confecções. No entanto, o crescimento industrial ocorreu de forma mais lenta que o consumo, que passou a ser suprido pelos produtos importados, a fim de evitar o desabastecimento e uma pressão inflacionária”, disse, em nota.

Por: Karla Santana Mamona

Anúncios

Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
Esse post foi publicado em Politica Econômica e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s