Existem ações mais indicadas para determinado perfil de investidor?

Aplicar as economias em renda variável exige que o investidor tenha um perfil um pouco mais arrojado e aceite correr algum risco, já que, como o próprio nome diz, a renda é “variável”, ou seja, a aplicação pode oscilar tanto de maneira positiva quanto negativa.

Mas será que, mesmo dentro da renda variável, existem algumas ações que são mais recomendadas para determinado tipo de investidor do que para outros?

Para o professor do Proced/FIA, Ricardo Almeida, existem sim ações mais arriscadas do que outras e o investidor que não tem perfil ou não pretende correr tantos riscos deve levar isso em consideração antes de decidir pela compra.

Segundo ele, para definir se uma ação é ou não tão arriscada, é preciso olhar para o crescimento do setor e da própria empresa. “As ações de empresas que fazem parte de setores que estão em forte crescimento oferecem um risco maior, porque corre-se o risco deste crescimento não dar certo e os papéis serem penalizados”, diz Almeida. “Já as empresas com crescimento mais consolidado e que fazem parte de setores mais estáveis costumam ser menos arriscadas”, continua.

Blue chips ou small caps

Na opinião dele, a liquidez da ação pode até ser levada em conta, já que o baixo volume de negócios é outro fator de risco para um papel. “Mas este não é o ponto principal para classificar uma ação como arriscada ou não”, diz Almeida.

Isso porque, mesmo as ações de grandes empresas e com elevado giro de negócios também podem trazer riscos elevados. “Não há como falar que investir em ações da Petrobras seja menos arriscado do que investir em qualquer outro papel. Mesmo tendo grande liquidez, o desempenho do papel depende de uma série de fatores, como o sucesso da exploração do petróleo no pré-sal e do preço do barril”, afirma Almeida.

Para o professor, é importante que o investidor leve em consideração o seu horizonte de investimento antes de decidir por uma ação mais ou menos arriscada. “Quem vai investir pensando em resgatar em um prazo longo pode arriscar mais, já aqueles que pretendem tirar antes devem ser mais conservadores”, aconselha.

Carteira menos “agressiva”

O gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores) e autor do livro “A Receita do Bolo”, Mauro Calil, ressalta que existem algumas ações que costumam ser menos voláteis e, por isso, podem ser mais recomendadas para quem quer investir no longo prazo com uma carteira menos agressiva.

“Você pode investir na bolsa e participar do crescimento de grandes empresas, sem ser muito agressivo. Pensando no médio e longo prazos, existe a opção de aplicar em grandes pagadoras de dividendos (divisão dos lucros entre os acionistas minoritários), por exemplo”, aponta Calil.

Já os investidores mais agressivos, que querem um retorno mais rápido, podem olhar para aquelas empresas que estão voltando a ter um bom desempenho financeiro e saindo do prejuízo. “Com a promessa de voltar ao lucro, estas empresas podem oferecer uma rentabilidade melhor no curto prazo”, aponta Calil.

Aversão ao risco

Para o professor da FIA, mesmo aqueles que possuem mais aversão ao risco podem considerar a possibilidade de investir no mercado acionário. “Pessoas que se incomodam com as quedas do mercado devem procurar se informar e entender como funciona este tipo de aplicação”, afirma Almeida.

Para ele, esta é uma questão que envolve a educação financeira. “Quando se tem uma carteira diversificada, os riscos ficam muito menores. Por isso, antes de começar a operar no mercado de ações, é preciso se informar e entender bem o seu funcionamento”, conclui.

Por Diego Lazzaris Borges

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Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
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