Microsoft leva BI para 500 milhões de pessoas

Com Sharepoint e Excel, Microsoft quer ir além dos especialistas e atingir milhões de consumidores que podem se beneficiar com BI

A Microsoft se prepara para entregar business intelligence (BI) para a massa com um novo conjunto de produtos que une a funcionalidade do Excel com sofisticadas habilidades analíticas direcionadas a um mercado de 500 milhões de pessoas. Afinal, a Microsoft imagina que se essa mesma quantidade de pessoas utiliza o Office, porque não oferecer BI também?

Com certeza é uma boa oportunidade de “democratizar BI”, como muitas empresas têm discutido ultimamente. Do lado de fora temos os consumidores que demandam acesso em tempo real a mais informações; e do lado de dentro, ciclos de novos produtos estão diminuindo, operações administrativas se tornam menos isoladas e as empresas de todos os tipos derrubam silos burocráticos que tiram o foco da empresa dos consumidores e prospectos.

Nesse tipo de ambiente mais aberto e de ritmo acelerado, as empresas esperam mais e mais que seus funcionários não apenas compreendam as necessidades do mercado, mas também contribuam ativamente com ideias e observações. E, de uma forma ou de outra, muitas dessas empresas percebem que a melhor ferramenta para esse trabalho é business intelligence e as capacidades de análise, modelagem, previsão e compatibilidade que ele oferece.

Para os CIOs, o problema está na complexidade de muitas ferramentas de BI: direcionadas a especialistas sofisticados, muitos dos produtos simplesmente não alcançarão o nível necessário se o esforço de democratização se mostrar mais do que um slogan. E é exatamente aí que a Microsoft entra.

Poucas empresas demonstraram a habilidade de adaptar aplicativos robustos da forma como a Microsoft fez com o Office e outros produtos e, agora, a companhia diz que irá lançar a iniciativa BI que mescla a familiaridade do Excel com o poder do SQL Server. E, além disso, a Microsoft garante configurar o produto a fim de amenizar o fardo do gerenciamento e desenvolvimento na área de TI ao invés de aumentá-lo.

“BI self-service. Esse é nosso maior desafio”, disse Herain Oberoi, gerente de produtos da Microsoft no grupo de negócios SQL Server. “Ouvimos falar muito sobre a necessidade de democratizar BI, mas precisamos nos perguntar para quem iremos democratizar. Nesse momento, analistas dizem que BI é usado por cerca de 3% e 8% dos usuários de computador, e depois temos alguns milhares de usuários de Excel no mundo todo. E o resto de nós: 500 milhões de trabalhadores da informação? Estamos confortáveis com esse número porque é o número de pessoas que usam o Office”, disse Oberoi.

Nós não levamos ao pé da letra o ponto em que Oberoi diz que a Microsoft espera vender 500 milhões de PowerPivot para Excel; porém, com um mercado desse tamanho, mesmo uma penetração de 1% já resulta em 5 milhões de consumidores de BI e, caso a Microsoft e seus parceiros alcancem 5% de penetração, levarão BI a 25 milhões de consumidores.

Considerando os potenciais benefícios, esses números parecem prováveis, especialmente com a grande visibilidade que o espaço de BI ganhou fora da comunidade de TI nos últimos anos. Quanto mais negócios perceberem a necessidade estratégica de se engajar, de fato, com os clientes, eles perceberão que para isso, é preciso mais conscientização, informação e ideias – resumindo, mais inteligência sobre seus negócios.

A Microsoft pretende entregar isso com muita ajuda de suas plataformas Office e Sharepoint, amplamente implementadas, contou Oberoi. “Definitivamente, alavancaremos o Office e o Sharepoint e tornaremos BI acessível a esse terceiro grupo” de não-especialistas, disse em uma conversa no escritório da InformationWeek EUA, em Nova York, na semana passada. “BI precisa chegar ao ponto em que Sharepoint facilita o uso e a criação, em que os não-especialistas podem ter certeza de que têm dados limpos e podem dizer: “eis os relatórios que quero, aqui estão as pessoas com quem quero compartilhá-los e posso criar isso sozinho.”

Todos nós sabemos como isso acontece hoje: você vai até a área de TI, explica o que quer, o pessoal de TI diz que pode fazer, você pergunta quando vai receber o relatório e eles te mandam entrar na fila. A Microsoft garante que irá oferecer uma abordagem bem melhor.

“Com o PowerPivot para Excel, a TI pode sair do ciclo desenvolvimento de website e desenvolvimento de relatório e voltar para a construção e gerenciamento de infraestrutura, que é sua real função”, disse Oberoi.

“O pessoa de TI diz: “e quanto a compliance e gerenciamento?” – é essa a nossa abordagem, assim como com Sharepoint, o ponto é que BI pode, agora, ser ‘auto-gerenciada”: com Sharepoint, a TI tem visão completa sobre o que está sendo criado. Assim que uma solução é publicada no Sharepoint, a área de TI sabe – e da mesma forma com o PowerPivot para Excel – e pode ter uma visão agregada de tudo o que está sendo usado, o que não está sendo usado e como os recursos devem ser mais bem aproveitados.”

O segredo para conquistar a confiança e o suporte da área de TI, de acordo com Oberoi, é a capacidade embutida de BI auto-gerenciável: “isso permite que a TI faça todo seu trabalho em um nível consistente de infraestrutra – monitorando e gerenciando – em vez de um nível projeto-por-projeto, em que é necessário desenvolver e consertar tudo”.

A ferramenta de criação de relatório vem com o PowerPivot para Excel e as ferramentas de colaboração vem com o PowerPivot para Sharepoint e, ao usar essas duas plataformas mundialmente usadas e confiadas, Oberoi diz que a Microsoft está confiante que irá conquistar grande parte desses 500 milhões de consumidores. “Acreditamos que isso vire o jogo e realmente corresponda à democratização de BI”.

por Bob Evans | InformationWeek EUA

Anúncios

Sobre Ramires, F A. Borja

Sólidos conhecimentos em: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS - Planejamento Estratégico Empresarial; - Balanced Scorecard (BSC); - Indicadores de Performance (KPI); - Avaliação de Potencial de Mercado; - Marketing Geográfico (GIS); - Business Intelligence (BI); - Inteligência Competitiva. GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA - Planejamento Orçamentário; - Plano de Negócios; - Análise de Custo, Volume e Lucro; - Ponto de Equilíbrio e Alavancagem Operacional; - Formação e Análise de Preços; - Retorno sobre Investimentos; - EVA, MVA, EBITDA e Fluxo de Caixa Descontado; - Risco de Crédito com Credit Score.
Esse post foi publicado em Inteligência de Negócios e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s